O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Geológico de Angola (IGEO), Canga Xiaquivuila, apresentou à direcção do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás as potencialidades em elementos de terras raras do complexo alcalino da Serra da Neve, localizada na província do Namibe, no litoral-sul de Angola.Trata-se de um complexo de aproximadamente 11 mil km2 que, para além do seu potencial em terras raras, dispõe ainda de mineiros como fosfatos, rochas ornamentais e composto de carbonatíticos e rochas sieníticas.
“O objectivo deste estudo é delinear a área com a informação já existente no Plano Nacional de Geologia, para a promoção da mesma aos futuros investidores”, esclareceu o PCA do IGEO.
De acordo com o estudo já elaborado, a simples observação da cartografia geológica e das litologias ocorrentes permite colocar hipóteses sobre anomalias de processos que podem levar ao conhecimento de substâncias úteis, quer por informação de diferentes fases minerais que fracionem elementos com importante valor económico, ou constituam, elas mesmas, minerais industrias como apatite, fluorite e sodalite.
Canga Xiaquivuila avançou ainda que uma possibilidade de curto prazo viável “é analisar o conjunto de amostras de rochas alcalinas recolhidas durante os levantamentos cartográficos para as folhas 250k e 100k”.
Com isto, seria possível ter uma ideia clara de concentração de terras raras nas principais litologias do Complexo Alcalino da Serra das Neves (CASN) e, desta forma, perspectivar campanhas de prospecção futuras, baseadas em dados geoquímicos sólidos.
Dias Francisco, correspondente da Rough&Polished em Angola
