De acordo com fontes da imprensa, um fundo apoiado pelo Estado de Omã, Maaden International Investment LLC, adquiriu a participação de 41% da ALROSA no projeto de diamantes de Catoca, em Angola.
A Bloomberg cita o ministro angolano dos Recursos Minerais, Diamantino Azevedo, que afirmou que a empresa russa de diamantes "já não fará parte desta parceria devido às sanções internacionais impostas à Rússia". As restrições "estão a afetar a credibilidade de Angola no mercado internacional de diamantes", acrescentou.
"A partir de agora, temos um novo parceiro e é este parceiro que vai exercer os direitos que até agora pertenciam à ALROSA", disse Azevedo a uma estação de rádio nacional, citado pela Reuters.
"A ALROSA, parceira da Endiama na empresa mineira de Catoca, vai deixar de ser parceira desta empresa e, consequentemente, também parceira da empresa mineira de Luele."
A empresa estatal angolana de diamantes, Endiama, disse anteriormente que a sua colaboração com a ALROSA desencorajou alguns compradores, embora a sua produção não esteja sujeita a sanções ocidentais. Por seu lado, o ministro das Finanças russo, Alexei Moiseyev, disse em outubro que a ALROSA ainda está à procura de um comprador para a sua participação em Catoca, com a condição de que o potencial comprador não tenha ligações com a De Beers, um dos principais concorrentes da ALROSA.
Theodor Lisovoy, Director de edição, para a Rough&Polished
