O governo norueguês foi coagido a desistir da primeira ronda de licenciamento de projectos de exploração mineira em águas profundas depois de um pequeno partido ambientalista de esquerda ter ameaçado revogar o apoio ao orçamento de Estado.
O governo, que tinha planeado oferecer as suas primeiras licenças de exploração mineira em águas profundas no primeiro semestre de 2025, afirmou que, apesar de o plano ter sido suspenso, o trabalho preparatório iria continuar, incluindo a criação de regulamentos e o levantamento do impacto ambiental.
"Esta é uma vitória crucial na luta contra a exploração mineira em mar profundo. Deve ser o prego no caixão desta indústria destrutiva", disse Frode Pleym, diretor da Greenpeace Noruega, à Reuters.
Oslo planeava abrir grandes áreas da sua região árctica no próximo ano para a sua ronda inaugural de licenciamento do fundo do mar, apesar da oposição dos ambientalistas e de uma coligação de 32 países, incluindo a Alemanha, França, Canadá e Brasil.
As ações da empresa norueguesa Green Minerals, que iniciou a exploração mineira em águas profundas, caíram 40% na segunda-feira, depois de o governo ter abandonado os seus planos de licenciamento.
"A empresa não altera o calendário previsto para a extração do primeiro minério, que ainda deverá ocorrer no final da década de 2020", declarou a Green Minerals num comunicado.
Theodor Lisovoy, Director de edição, para a Rough&Polished
