A queda do mercado de diamantes é uma oportunidade para África, não uma crise – M'zée Fula Ngenge

Prevê-se que a oferta global de diamantes naturais desça abaixo dos 95 milhões de quilates este ano, o valor mais baixo desde 1987. Para a Dra. M'zée Fula Ngenge, presidente do Conselho Africano de Diamantes (ADC), isto não é um sinal de...

19 de outubro de 2026

A Tracr ultrapassa a marca dos 5 milhões de diamantes em bruto, à medida que a De Beers intensifica os esforços em matéria de proveniência

A Tracr, a plataforma de rastreabilidade baseada em blockchain do Grupo De Beers, atingiu um marco significativo em 2025, com mais de 5 milhões de diamantes em bruto digitalizados e registados individualmente, um aumento em relação aos 2,8 milhões de...

13 de outubro de 2026

Diamantes sul-africanos rumo a Hong Kong: a SDT estabelece parceria com a BRINKS para a JGW 2026

A State Diamond Trader (SDT) da África do Sul confirmou a participação do país na Jewellery & Gem World Hong Kong (JGW) 2026 através de uma parceria com a BRINKS. A gestora de marketing e comunicação da SDT, Tsholofelo Gopolang Tselapedi...

16 de setembro de 2026

David Benderly: A PermaScribe pretende colocar uma marca de confiança na mesa do diamante, e não apenas no cinto

Nesta entrevista com Mathew Nyaungwa, da Rough&Polished, o presidente e diretor executivo da PhotoScribe Technologies, David Benderly, explica como a PermaScribe difere tecnicamente da inscrição a laser convencional, o seu potencial para reforçar a segurança...

31 de agosto de 2026

A grande reestruturação: Paul Zimnisky fala sobre a catarse da oferta, a venda da De Beers e os argumentos a favor dos diamantes naturais

A indústria dos diamantes naturais está a passar pela sua reestruturação mais profunda numa geração. A oferta está a cair para o seu nível mais baixo desde 1987 e a De Beers — outrora avaliada em mais de 9 mil milhões de dólares — está, segundo consta...

12 de agosto de 2026

OGE angolano poderá contar com USD 1.3 mil milhões da ENDIAMA

12 de novembro de 2020
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Crédito de imagem: ENDIAMA


O Presidente do Conselho de Administração da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (ENDIAMA), Ganga Júnior, prevê contribuições do subsector para o Orçamento Geral de Estado na ordem dos dois mil milhões, 398 milhões e 65 mil dólares norte-americanos até 2022, caso o país atinja a produção de 14 a 20 milhões de quilates por ano.
Ganga Júnior falava durante a sua participação no webinar sobre o sector diamantífero, “resiliência, sustentabilidade e perspectiva fiscais”, promovido pelo Ministério da Finanças, destacando os projectos em carteira, que poderão contribuir para o aumento da produção e do valor das receitas.
Há dois anos (2018), este subsector contribuiu com 252,2 milhões para o OGE, cifra que aumentou consideravelmente no ano passado (2019) para 328,2 milhões de dólares norte-americanos.
A projecção e produção de kimberlito em Angola passou de oito milhões 973 mil e 680 quilates em 2017, para nove milhões 216 mil e 802 quilates, em 2018; nove milhões 86 mil 659 quilates, em 2019, e oito milhões 310 mil previstos até finais do corrente ano.
Com a pandemia da COVID-19, o subsector foi fortemente afectado e viu reduzido em 20% a sua capacidade de produção, passando dos mais de oito milhões de quilates produzidos até finais de setembro, para uma produção na ordem dos cinco milhões 890 mil e 387 quilates de diamantes, dos quais três milhões aproximadamente em stocks.
Para esta elevada quantidade de diamantes em stock, terá contribuído, consideravelmente, o encerramento de algumas das principais praças mundiais entre Março e Abril último, com destaque para a Bélgica e Índia, onde 90% da produção de diamantes de Angola é lapidado.
Ainda assim, Angola almeja posicionar-se no terceiro produtor do mundo de diamantes, depois da Alrosa e da De Beers, com uma produção na ordem dos 30 milhões de quilates por ano.
O subsetor dos diamantes conta, actualmente, com 25 projectos de kimberlito (17 secundário e 8 primários) e 13 em produção (03 primários e 10 secundários). Em conjunto, os mesmos empregam 11 mil e 762 postos de trabalho.
 
Dias Francisco, correspondente da Rough&Polished em Angola