A empresa australiana Lynas Rare Earths anunciou na terça-feira que assinou um acordo de parceria com a empresa sul-coreana JS Link para construir uma fábrica de ímanes na Malásia.
A produtora australiana de elementos de terras raras também fornecerá materiais de terras raras à fábrica de ímanes da JS Link na Coreia do Sul e às suas instalações previstas na Malásia até janeiro de 2038.
Esta parceria surge na sequência de um acordo de fabrico de ímanes entre as duas empresas, assinado no ano passado.
No âmbito do mais recente acordo, a JS Link irá construir uma fábrica de ímanes em Kuantan, na Malásia, com uma capacidade de produção de 3 000 toneladas por ano de ímanes permanentes sinterizados de neodímio-ferro-boro (NdFeB). A Lynas afirmou que investirá aproximadamente 50 milhões de dólares australianos (34,78 milhões de dólares) em ações da JS Link para apoiar o desenvolvimento da unidade. A Lynas salientou que os ímanes produzidos serão fornecidos às cadeias de abastecimento dos setores automóvel, da energia eólica e da eletrónica em mercados-chave, incluindo a Coreia e a Malásia.
A empresa espera que a fábrica de ímanes em Kuantan crie até 400 novos postos de trabalho.
Entretanto, a Malásia anunciou ontem que iria rever um acordo de fornecimento de elementos de terras raras no valor de 96 milhões de dólares, assinado no início deste ano entre a Lynas — operadora de uma das maiores fábricas de processamento de terras raras do mundo neste país do Sudeste Asiático — e o Departamento de Defesa dos EUA.
O acordo de quatro anos suscitou protestos, com alguns grupos de direitos humanos a acusarem a Lynas de fornecer materiais para armas norte-americanas utilizadas por Israel na sua guerra contra o Hamas em Gaza. A Malásia, um país predominantemente muçulmano, não mantém relações diplomáticas com Israel.
Hélène Tarin,Editora Chefe do Bureau Asiático, para a Rough&Polished
