A Zijin começou a exportar concentrado de lítio do seu projeto de Manono, na República Democrática do Congo, segundo a Reuters.
“As exportações começaram em junho, tal como previsto”, afirmou uma fonte anónima com conhecimento direto do assunto, citada pela agência.
“Estão a enviar tudo para a China.”
Estes embarques marcam as primeiras exportações de lítio do Congo, ampliando o domínio da China sobre o setor de minerais críticos do país.
A jazida de Manono, um dos maiores recursos de lítio em rocha dura ainda por explorar do mundo, continua no centro de um litígio depois de o Congo ter revogado a licença da mineradora australiana AVZ Minerals e reatribuído parte do projeto à Manono Lithium.
A joint venture é detida em 54,9% pela Zijin, com a mineradora estatal Cominiere a deter 35,1% e o governo congolês 10%. A KoBold Metals, apoiada pelos EUA, que detém a licença adjacente de Manono, afirmou que não avançará com o desenvolvimento até que todas as disputas legais estejam resolvidas.
Um executivo do setor mineiro afirmou que as exportações iniciais eram provavelmente remessas-teste, depois de problemas técnicos terem atrasado a entrada em funcionamento da fábrica.
Um operador estimou os volumes em apenas alguns milhares de toneladas métricas, enquanto um segundo operador afirmou que o projeto já produziu dezenas de milhares de toneladas de concentrado, grande parte do qual poderá ainda estar em trânsito e só chegar à China em outubro.
Camiões têm transportado concentrado de Manono para Kalemie, para posterior envio para a China através da Tanzânia.
A empresa afirmou num comunicado de 9 de julho que a unidade de processamento iniciou a produção em maio de 2026, um mês antes do previsto, estando a fundição e outras instalações a jusante programadas para entrarem em funcionamento até dezembro.
A Zijin tem como meta 30 000 toneladas métricas de equivalente de carbonato de lítio provenientes de Manono em 2026. O projeto foi concebido para processar 5 milhões de toneladas de minério anualmente e produzir cerca de 1 milhão de toneladas de concentrado de espodumênio.
Mathew Nyaungwa, Editor Chefe, para a Rough & Polished
