A Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) apresentou acusações contra Mordechai Ferder, fundador e ex-CEO da retalhista de luxo Lugano Diamonds, por orquestrar uma “fraude contabilística em grande escala” que envolveu o registo de mais de mil milhões de dólares de receitas fictícias.
No cerne deste alegado esquema, indivíduos foram induzidos a investir centenas de milhões de dólares em diamantes que nem Ferder e outros arguidos, nem a Lugano alguma vez possuíram. A SEC acredita que Ferder prometia utilizar a sua experiência no setor da joalharia para aumentar o valor dos diamantes, enquanto a Lugano registava fraudulentamente o dinheiro recebido dos investidores como receitas.
“Na realidade, Ferder nunca tomou medidas para adquirir os diamantes supostamente associados a estes investimentos e, em vez disso, baseou-se em pagamentos do tipo Ponzi aos investidores para manter a fraude em funcionamento”, lê-se no processo judicial.
Ferder fundou a Lugano Diamonds & Jewelry em 2004. A empresa tornou-se uma marca de joalharia de luxo, dedicada ao design, fabrico e retalho, com várias lojas nos EUA, uma loja em Londres e um negócio equestre.
Em 2021, a Compass Diversified adquiriu uma participação de 60% na Lugano por 198 milhões de dólares em dinheiro, enquanto Ferder manteve uma participação de 40% e continuou como CEO. No entanto, em 2025, a Compass iniciou uma investigação interna sobre a empresa, o que levou à demissão de Ferder nesse mesmo ano.
A agência apresentou a sua queixa no tribunal civil a 31 de Agosto de 2026 e referiu que Ferder deixou os Estados Unidos por volta de Maio de 2025 e não regressou.
Ferder nega as acusações e tenciona apresentar a sua defesa em pormenor em tribunal.
Theodor Lisovoy, Director de edição, para a Rough&Polished
